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Shamans in Spaces - Rezas e rap indígena do MS compõem álbum lançado por produtor do Pink Floyd

Foto do escritor: LLama Lab
LLama Lab
26 de mai.
2 min de leitura

Disco tem a participação de Kelvin Mbaretê do Brô MC’s e de lideranças espirituais Guarani e Kaiowá



Gravado entre o Mato Grosso do Sul e Londres, o projeto nasce do encontro entre o rap e as rezas indígenas, criando uma ponte entre o ancestral e o contemporâneo. Nele, o som não é só música, também fala sobre território, espiritualidade e a expressão ancestral de um povo.


Misturando batidas urbanas com cantos tradicionais (liberados e conduzidos pelas próprias lideranças indígenas, que também definiram os limites do que poderia ser utilizado), o disco constrói uma atmosfera musical quase ritualística.


Entre os nomes envolvidos estão o produtor britânico Martin Youth Glover, conhecido por trabalhos com Paul McCartney e pela produção do álbum mais recente do Pink Floyd, além de colaborações com artistas como Guns N’ Roses, U2 e The Verve. Também participam Matt Black, cofundador da Ninja Tune e um dos pioneiros da cultura do sampling e da música eletrônica contemporânea, e Tymon Dogg, músico britânico que integrou produções do The Clash no auge do movimento punk.


Existe uma força muito interessante nessa fusão, que não busca adaptar o ancestral ao moderno, mas fazer os dois coexistirem em igualdade. E isso é o que mais chama atenção: o disco não é apenas estética ou experimentação sonora, ele pretende falar sobre identidade e resistência. É a demonstração clara de como ocupar espaços, inclusive os internacionais, sem abrir mão da própria raiz.


O álbum, que chegou às plataformas digitais no dia 1º de maio de 2026, conta ainda com a direção espiritual das lideranças espirituais Guarani e Kaiowá Nhandesy Roseli, Nhandesy Fausta e Nhanderu Tadeu e a participação de Kelvin Mbaretê, integrante do Brô MC’s, o primeiro grupo de rap indígena do Brasil, fundado em Dourados - MS.


O resultado é um trabalho que atravessa fronteiras, conecta mundos e amplia o que a gente entende como música contemporânea. 



 
 
 

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Escrito por:

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Kati Duarte

Redatora e Colunista

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